quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Trecho do livro para degustação

Um trecho do livro para vocês já irem se familiarizando com o que vem por aí....Espero que gostem ;)

"A Batalha em alto mar.



Dama da Noite em Ação

Em menos de meia hora, o navio do capitão Bartolomeu e toda a sua tripulação estavam prontos para entrar em uma disputa a ferro. Não sabíamos o que nos esperava, mas seja o que for, o capitão e toda sua tripulação iria encarar frente a frente, como sempre o fizeram.
Na medida em que fomos nos aproximando daquela grande rocha já podíamos ouvir o som das águas do mar se arrebentando, não no paredão rochoso que descansava a nossa frente, mas sim em um som meio que oco, como se estivesse rebatendo em um grande barril, o que era na certa o casco de um navio, o qual estava nos aguardando em emboscada. Já  se podia ouvir o som das madeiras rangendo, como grandes portões de um castelo ao se abrir. Não sabíamos ao certo qual a posição que aquele grande mostro dos mares estava, quantos canhões ou homens haviam a bordo, mas uma coisa tínhamos certeza, que teríamos de ser mais esperto do que eles. 
Pensei com meus botões que não havia possibilidades de sairmos daquela emboscada. Meu pai nunca havia contado nenhuma história de batalhas em alto mar. Mas também tinha a certeza que o capitão e a tripulação não voltaria para trás. Até por que, todas as pessoas, mesmo as que não viviam no mar sabia que “bater em retirada” em uma batalha pode ser fatal. Por isso se diz que deve pagar para não entrar em uma batalha, mas se entrar, então pagar o dobro para não sair, pois muitas das vezes, sair acaba se tornando bem mais caro."

Eu não tinha a mínima idéia de quanto tempo aqueles homens esperavam por esse momento, mas pela empolgação, parecia que aquela era a batalha do século. Ou então para eles era tudo normal, pois fazia parte dia a dia, eu é que não estava habituado. Meu coração batia a cada segundo mais acelerado. Muita coisa passava em minha mente naquele instante. Precisava me ocupar com algo.
Sebastian, um arqueiro de confiança, amigo de todos, era tido como conselheiro do navio. Muitos o chamavam apenas de “arqueiro”, mas eu já havia aprendido a respeitá-lo e a vê-lo como Sebastian, o arqueiro. Naquele instante, ele se aproximou e me falou o seguinte: 
_Garoto! Vamos entrar em guerra, um pouco mais de tempo, atacaremos um navio. Não pretendemos perder nenhum homem, mas vamos fazer todos os nossos adversários se renderem, para não ter que fazer o pior. Sei como você deve estar se sentindo por que  eu também já passei pela mesma situação há trinta e oito anos atrás, quando eu vim fazer parte dessa tripulação. A melhor tripulação de todos os mares. Já lutamos contra todos os tipos de pessoas que você puder imaginar e até mesmo contra a marinha, e sobrevivemos. Assim como eu tive a oportunidade há anos atrás, a mesma será dada a você".

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